‘Pensão Margaridas’ retrata a vida dentro de instituições para doentes mentais

É a história real do carioca João Vasconcellos, que viveu por quase cinco anos trancafiado em clínicas, mas não era um doente.

 

Ou, como diz no prefácio o poeta Ivan Junqueira, no último texto que esse imortal escreveu, e que foi encontrado em manuscrito após o seu falecimento:

“Seria o relato memorialístico de quem conheceu as entranhas de uma clínica psiquiátrica ou de dependentes químicos? Seria o embrião de um romance inortodoxo? Ou o esboço de uma novela escrita por alguém que transitou naquele sombrio e movediço espaço que se estende entre a loucura e a sanidade? Pouco importa. Mas de uma coisa não se duvide: trata-se, acima de tudo, de um pungente, autêntico e dramático libelo – ao qual, curiosamente, não falta às vezes uma dose de humor– contra o arrogante (e amiúde desumano) tratamento que se dá aos doentes mentais (ou supostos de sê-los) na avassaladora maioria das instituições que (…) se dispõe a ‘curá-los’”

(Ivan Junqueira) 

Imagine ser trancafiado dentro de instituições para doentes mentais e não ser um doente? Essa experiência foi vivenciada pelo carioca João Vasconcellos que, por cinco anos, tomou remédios pesados contra um diagnóstico errado de esquizofrenia-paranóide. Na verdade, João era dependente químico e vivia abusando de álcool e cocaína, o que lhe causava confusões. ‘Pensão Margaridas’ – nome dado por conta da instituição em que viveu por dois anos e sete meses, no Rio de Janeiro – é uma obra que desperta o interesse não só de leitores ávidos por uma singular história de vida, mas de profissionais que precisam saber como ser mais humanos no tratamento de doentes mentais.

Segundo o autor, recomeçar a vida do zero aos 36 anos de idade foi “uma experiência e tanto”. Mas, se a demolição foi rápida, a reconstrução também o foi. Tanto é que, por conta do tratamento literário dado ao tema, o livro concorrerá ao Prêmio Jabuti- 2016, na categoria romance.

João, comerciante e empresário, não toma medicamentos. É saudável e leva uma vida normal.

BIOGRAFIA DO AUTOR: João de Vasconcellos Dias nasceu no Rio de Janeiro, em 1960. Ficou órfão de pai aos seis anos. Em 1973, após a morte do avô materno com quem morava, mudou-se com a mãe para a cidade serrana de Petrópolis. Adolescente rebelde, apaixonado pelas artes, teve contato com drogas. Conviveu também, na época, com textos poéticos, literários, com filosofia, psicologia e psicanálise. Interessou-se, também, por esoterismo e pelo estudo das religiões. Tornou-se cunhado e amigo do poeta Ivan Junqueira, de quem sofreu forte influência. Retornou ao Rio de Janeiro em 1979, onde começou a cursar a faculdade de História, tendo cogitado transferir-se para o curso de Psicologia, quando ocorreu o episódio narrado em ‘Pensão Margaridas’. Atualmente, João exerce as atividades de comerciante e empresário, com loja na Zona Sul, no bairro do Flamengo.

PRÊMIO JABUTI: Criado em 1958, é o mais tradicional prêmio do livro no Brasil. Anualmente, editoras dos mais diversos segmentos e escritores independentes de todo o Brasil inscrevem milhares de obras em busca da tão cobiçada estatueta e do reconhecimento que ela proporciona. Receber o Jabuti é um desejo acalentado por todos aqueles que têm o livro como seu ideal de vida.

É uma distinção que dá ao seu ganhador muito mais do que uma recompensa financeira. Ganhar o Jabuti representa dar à obra vencedora o lastro da comunidade intelectual brasileira, significa ser admitido em uma seleção de notáveis da literatura nacional.

Informações do site: http://premiojabuti.com.br/press-releases/cbl-divulga-finalistas-da-primeira-fase-57o-premio-jabuti/

 

SERVIÇO:

Lançamento do Livro ‘Pensão Margaridas’

Edição: particular

Data: 16/11/2015

Local: Livraria da Travessa: Rua Voluntários da Pátria, 97- Botafogo- RJ

Hora: 19:00

 

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