Sonho Realizado | Confira a entrevista com as autoras do livro Jornalismo: glamour ou ralação?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Da esquerda para a direita: Marilua Feitoza, Carla Castello Branco e Cláudia Moreira

 

A Ponto Vital conversou com as autoras do livro Jornalismo: glamour ou ralação?. Na entrevista, as autoras contam o sentimento de um sonho realizado.

 

1 – Como surgiu a ideia do livro?

Carla Castello Branco: Estou na reta final do Mestrado em Educação da PUCPR, e se faz necessário escrever e reescrever a dissertação, publicar artigos, e produzir livros. Devido a esse ritmo de estudo e pesquisa, tive a ideia de convidar Cláudia e Marilua para juntas contarmos as nossas histórias vividas como profissionais da comunicação. Curitiba nos acolheu muito bem e nós nos ajudamos muito aqui. O livro descreve as alegrias e angústias de quem escolhe a profissão, colabora com a formação dos alunos de jornalismo e instiga a criatividade e senso crítico para a elaboração da notícia dos veteranos que atuam em diversos veículos.

 

2 – Vocês contam no livro 36 histórias. Qual foi o critério para a seleção dessas histórias e qual é a história que é considerada como a melhor para cada uma das três?

Cláudia Moreira: Histórias não faltam, é verdade. Selecionar uma não seria tarefa fácil já que todas têm um lugar na memória e no coração da gente. Para ser sincera, faltou espaço para falar mais. Minhas aventuras passam pela Rio + 20, CNN,  Manaus, São Paulo, Alemanha. O importante é que em cada lugar, eu aprendi, ralei e agora, posso passar minhas experiências. Muita risada, muito choro, muito trabalho. Glamour? Às vezes, ele aparece e é bom demais! Este aqui, por exemplo, é um dia glamouroso.

Marilua Feitoza: Não existe uma, mas sim, várias histórias que marcaram minha trajetória na televisão. Uma delas é a aventura que vivi em uma viagem rumo a Alter do Chão, em Santarém. Na época, era repórter da TV A Crítica, e embarquei com o meu cinegrafista e 8 jipeiros do Jipe Clube de Manaus. De jipe, percorremos a BR 319 e a Transamazônica enfrentando muitas dificuldades como dormir no meio do mato, passar dias sem banho e se alimentar de forma restrita. Marcou muito para mim as entrevistas que fizemos com as famílias que moram às margens das estradas esburacadas, pessoas que vivem em situação precária, sem nenhum amparo do governo.

Carla Castello Branco: Tive que fazer uma espécie de memorial pessoal e em cada capítulo distribuir as experiências mais marcantes. A gente acaba esquecendo alguma coisa, ainda mais quando trabalhamos com deadline. Sem dúvida, em nossa trajetória são milhares de acontecimentos, mas quem sabe em uma próxima edição contamos os outros fatos que ficaram de fora. Pra mim, não existe uma história melhor que a outra. São ciclos de vida que se complementam e nos tornam pessoas melhores.

 

3 – Vocês chegaram ao Sul por caminhos diferentes, certo? Contem como foi a transição AM-PR de cada uma de vocês.

Carla Castello Branco: Não sei se exatamente a mais difícil, porém posso afirmar com toda certeza que foi uma das decisões mais importantes da minha vida. Ficar longe de amigos de longa data e família não são tarefas fáceis. Encarar o inverno rigoroso de Curitiba sozinha, não é pra qualquer um. Mas quando fui aprovada nas 04 fases em um processo seletivo do mestrado, para uma linha de pesquisa que tinha apenas 01 vaga e me tornei bolsista, passei a entender melhor o que Deus tinha reservado pra mim.

Marilua Feitoza: A vida me reservou algo inesperado: me apaixonar por um curitibano. Mesmo estando profissionalmente estabilizada em Manaus, aceitei o pedido de casamento do Guilherme e vim morar em Curitiba. No início a adaptação foi difícil. Nos primeiros 6 meses, viajava mensamente para deixar gravado o programa No Salto Alto, em Manaus e ainda conciliava o trabalho de gerente de marketing em uma empresa de Curitiba.  Há 4 anos morando na capital paranaense, me sinto feliz e realizada na vida profissional e pessoal.

Cláudia Moreira: O meu caminho foi o coração. Reapaixonei-me pela vida e pelo meu companheiro, Julio Sampaio, que já morava em Curitiba. Estava cansada da monotonia e de anos de televisão em Brasília e resolvi me reinventar. Gosto de me aventurar naquilo que acredito ser bom. Se tudo desse errado, não teria problema em voltar. Mas, precisava tentar trilhas novas. Estou aqui há um ano e meio. E bem feliz!

 

4 – Como foi o processo para escrever a obra? Quanto tempo durou?

Marilua Feitoza: O livro passou por três etapas distintas. A primeira, que iniciou no início de dezembro de 2014, consistiu no levantamento das histórias que marcaram a vida profissional de cada uma das autoras. A segunda etapa envolveu a revisão dos textos e a terceira e última etapa, a diagramação e impressão do livro. No total, foram três meses de produção da obra.

 

5 – Em relação ao jornalismo atual e o jornalismo do início da carreira de vocês, qual a principal mudança que vocês explicitam ao leitor, por meio do livro?

Cláudia Moreira: a mudança é total. Mostro como usava o meu gravador da Rádio Nacional, que precisava desatarrachar a boca do telefone fixo para passar as entrevistas. Tem as fitas Beta de televisão que carregávamos na bolsa; falo que não conseguíamos editar o material fora da emissora, pois não havia ainda um programa de computador pra isso. Hoje a tecnologia é uma aliada. Temos como fazer transmissões ao vivo com uma mochila, o chamado mochilink. A rapidez da notícia é tudo.  Além disso, a gente acompanhou a mudança no jeito de fazer TV. Antes, era tudo muito sério, formal. Hoje, os apresentadores precisam ser mais soltos, sorridentes. O jornalismo tem se mostrado um aliado nas denúncias de corrupção e um canal para a comunidade gritar erros e desmandos em diversas áreas. Isso era um meio surreal no passado.

 

6 – Qual mensagem vocês deixam tanto ao calouro de comunicação quanto ao veterano do ramo?

Cláudia, Carla e Marilua: A mensagem é simples: estudem. Tenham disciplina, sejam curiosos, não se acomodem. Acreditamos que o jornalismo e a nossa alma inquieta precisam de dinamismo, novas maneiras de fazer, de pensar. Devemos ser éticos e amar o ser humano. Dosar a razão e a emoção. Todo mundo tem espaço para crescer é só querer e correr atrás do que acredita. O mercado está aí querendo profissionais competentes, criativos, inovadores. Dar certo na profissão depende fundamentalmente de você!

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